Aguarde: Em 2010 o Dicas Culturais vai mudar profundamente!

Olá, tudo bem com você?

Estamos repaginando totalmente nosso blog Dicas Culturais. Em 2010 em contará com diversas novas seções, um roteiro atualizado e muitas outras novidades.

A você, que nos acompanha desde 2006, nosso agradecimento pela parceria - mesmo que silenciosa. Desejamos um excelente Natal e um Grande 2010!


Sérgio Mena Barreto
 


Teatro
(Comentários muito pessoais de Sérgio Mena Barreto)


Memórias da Cana

A Companhia Os Fofos Encenam é um grupo teatral do circuito "alternativo" de São Paulo que acompanho já há certo tempo. Cada espetáculo me faz admirá-los ainda mais. Considero um deles, Assombrações do Recife Velho, uma das mais interessantes peças a que assisti nos últimos anos. Posso registrar também "A Mulher do Trem", "Deus Sabia de tudo e não fez nada" e vários outros exemplares de sua sempre boa safra. Assinando vários desses grandes registros, há o festejado autor e diretor Newton Moreno, do premiado "Agreste". Agora que eu os situei quanto à companhia teatral, vamos à nossa impressão de seu novo espetáculo, o Memórias da Cana.  Sem sombra de dúvida, um novo e impressionante acerto. A trama, baseada em Álbum de Família, do genial Nelson Rodrigues, nos leva à sede de uma fazenda num interior qualquer do Nordeste brasileiro. Você é convidado a assistir à peça de um dos cômodos da casa, um cenário bastante interessante que nos transporta à "realidade local" do que se testemunhará a seguir. Dali verá as tramas envolvendo a família. Prepare-se, pois está tudo lá: o incesto, o complexo de édipo, a dominação machista, a subserviência... É forte e inesquecível. Já está na minha lista de melhores do ano, com certeza.    

Serviço: Espaço os Fofos - Rua Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista - Tel.: 3101-6640 - Sextas e Sábados às 21h; Domingos e Segundas às 19h.

 



Escrito por Sérgio Mena Barreto às 16h22
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Cinema
(Comentários muito pessoais de Ana Luisa Oliveira)  
 


Inimigos Públicos

Dirigido por Michael Mann (Miami Vice, Colateral), o filme conta a trajetória do ladrão de bancos famosos John Dillinger (1903-1934), na interpretação de Johnny Depp, que tinha a torcida popular numa época da Grande Depressão americana. O FBI persegue a ele e seus famosos parceiros Baby Face Nelson (Stephen Graham) e Pretty Boy Floyd (Channing Tatum). J. Edgar Hoover (Billy Crudup), lidera o trabalho do FBI com o investigador Melvin Purvis (Christian Bale) o tempo todo atrás do bandido. A francesa Marion Cotillard  ( Oscar de melhor atriz por Piaf) é a namorada de John, Billie Frechette.

Alguns bandidos são considerados fascinantes,tipo Robin Hood moderno. John foi um deles. É uma loucura acompanhar os assaltos a bancos em menos de dois minutos mas importante também é o registro de época com tudo que houve com John e com a situação do país antes de sua morte após uma caçada implacável pelo FBI.O diretor consegue sair do convencional num tema já muito explorado, com as tomadas de cena muito próximas, intimistas mesmo. Muito bom.

 


A Garota de Mônaco

 

Anne Fontaine dirige este longa que traz Bertrand (Fabrice Luchini) como advogado renomado contratado para a defesa de uma mulher de sociedade acusada de assassinato. O filho dela coloca um guarda-costas Christophe (Roschdy Zem) na sua cola para evitar represálias da familia do assassinado. Mas Bertrand acaba por conhecer Audrey (Louise Bourgoin), uma bela alpinista social que trabalha numa emissora de TV como moça do tempo. O envolvimento se torna perigoso e destrutivo.

A atriz protagonista é Louise Bourgoin, meteorologista na vida real que chegou a ser indicada ao prêmio Cesar, o Oscar francês, e comparada a Brigitte Bardot. Tragicômico, vale pelos atores, pelos personagens bizarros e divertidos que se entrelaçam na história e pela belíssima paisagem de Mônaco.

 


O Grupo Baader Meinhoff



Com direção da jornalista conceituada Uli Edel, o filme conta a história real do grupo terrorista que atuou na Alemanha nos anos 60 e 70. A Segunda Guerra Mundial terminou há mais de 20 anos mas esse grupo de jovens alemães nos anos 60 lutam para evitar o que consideram nazismo e fascismo vindos dos imperialistas americanos).No elenco, Andreas (Moritz Bleibtreu),Gudrun (Johanna Wokalek), Ulrike (Martina Gedeck) e o  chefe da polícia alemã (Bruno Ganz).

Atentados terroristas a departamentos de polícia, sedes governamentais e roubos a bancos faziam parte do grupo revolucionário que passou a ser amado pela juventude. O filme foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro (perdeu para A Partida). A fidelidade histórica permeia todo filme com cenários baseados em fotografias da época. Para quem gosta desse gênero, vale a pena. Arrisque. 

 



Escrito por Sérgio Mena Barreto às 16h18
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Literatura
(Comentários muito pessoais de Valdemir Martins) 


O Crash de 1929
Selwyn Parker
As lições que ficaram da grande depressão 



 

 

 

 

  

 
Em outubro de 1929 ocorreu a quebra da Bolsa de Nova Iorque e o mundo mergulhou na Depressão. Em “O Crash de 1929 – as lições que ficaram da Grande Depressão”, lançamento da Editora Globo, o autor neozelandês Selwyn Parker conta como essa crise mudou o mundo. Neste livro, o autor trata não somente da crise, mas igualmente da história por trás dela, o que foi dito e feito nos bastidores do poder. Ao longo de suas páginas, uma série de ações e fatos que acarretaram mudanças econômicas, políticas e sociais profundas – entre elas, a ascensão do extremismo. Ao mesmo tempo, a obra propõe uma reflexão ao tratar das soluções que levaram o mundo a se reerguer. E o faz discutindo as ideias econômicas de importantes personagens como John Maynard Keynes, Joseph Schumpeter e John Keneth Galbraith, entre outros.   

Mas o que pode parecer um tema árido é tratado com estilo pelo autor. Com um olhar apurado para os detalhes, oferece uma gama de histórias e personagens, como a teimosia do ministro de finanças britânico em relação ao padrão-ouro ou o ministro de finanças japonês explicando o efeito multiplicador através de uma analogia com uma casa de gueixas.  

Em face dos acontecimentos correntes, não há como não encontrar paralelos entre a situação econômica de 1929 e a atual, e a edição brasileira da obra traz um posfácio exclusivo de Selwyn Parker, comparando esses dois momentos. Com prefácio do economista Antonio Corrêa de Lacerda, Professor-doutor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a obra é uma excelente fonte de informação sobre a história do capitalismo e uma ferramenta para a compreensão do nosso tempo. 

O Crash de 1929, de Selwyn Parker, Editora Globo, primeira edição, 2009, 444 páginas. R$ 49,00. Nos sites da Saraiva, Siciliano e Cultura R$ 39,20. Na Livraria da Travessa (RJ) R$ 38,71.

 


O boletim Dicas Culturais não é patrocinado, nem atuamos na área cultural. Não há interesse financeiro algum em editá-lo, a não ser a divulgação da boa cultura. O boletim Dicas Culturais pode ser reproduzido sem limites e sem autorização, desde que sejam mantidas suas características originais e citada a fonte. 




Escrito por Sérgio Mena Barreto às 16h07
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