Semana de 19 de Dezembro a 17 de Janeiro de 2009
Categoria: CINEMA
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 23h11
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Cinema (Comentários muito pessoais de Ana Luisa Oliveira)
Entre Lençois
O filme é dirigido pelo colombiano Gustavo Nieto Roa e conta um encontro entre Paula (Paola Oliveira) e Roberto (Reynaldo Gianecchini) que se conhecem numa balada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele terminou um relacionamento e ela está de casamento marcado. Despertam um no outro uma grande paixão e, mesmo sem falar quase nada, acabam num motel. Depois de loucuras vêm à tona os sonhos de cada um, o que escondem e põem para fora, o que esperam da vida.
Drama e comédia se misturam e desejo, insegurança e amores são discutidos entre quatro paredes num conflito entre um envolvimento profundo e ausência de compromisso. Com jeito de peça teatral, o filme é rodado só dentro do quarto do motel. O diretor garante : "Quis criar um poema visual sobre o amor à primeira vista". Cenas de sex e nudez não chegam a se explicitas mas são bem bonitas. Bom filme!
Orquestra dos Meninos
Sob direção de Paulo Tiago, este quase documentário é baseado em fatos reais sobre a vida do maestro Mozart (Murilo Rosa) que nos anos 80 dedicou-se de corpo e alma a ensinar música a crianças carentes que trabalhavam na roça no sertão de Pernambuco. Ele enfrentou políticos, corrupção, denúncias e difamação mas a luta foi gloriosa. A orquestra foi reconhecida internacionalmente e hoje sua fundação atende mais de 200 crianças, graças à colaboração de países como a Bélgica e França.
Muitas cenas foram rodadas em São Caetano, cidade de 30 mil habitantes, a 150km de Recife. A produção selecionou os 11 jovens entre 300 que se inscreveram, todos amadores, da região. Apenas Priscila Fantim era artista profissional na orquestra. Ela aprendeu fagote, instrumento de sua personagem Creusa, enquanto Murilo teve aulas para reger uma banda, além de aprender também flauta, violão, entre outros instrumentos. O mais novo dos meninos, de 13 anos, viveu Erinaldo, um garoto doente que acaba por ser seqüestrado. Simplicidade e emoção tomam conta das cenas que nos fazem sair do cinema com um nó na garganta mas com muita alegria por saber que essa realidade existe. Muito, muito bom.
A Outra Margem
Filme português dirigido por Luís Filipe Rocha, conta o drama do travesti Ricardo (Filipe Duarte), que perdeu seu companheiro e grande amor e perde o gosto pela vida. Depois de tentar o suicídio é apoiado pela irmã Maria (Maria D'Aires) e por seu sobrinho Vasco (Tomás Almeida), adolescente com Síndrome de Down e com uma incrível alegria de viver.
As externas foram feitas na cidade portuguesa Amarante que apoiou e ofereceu todas as facilidades à produção, durante as filmagens realizadas em Maio de 2006.
Homossexualidade e Down são temas espinhosos que deram aos atores portugueses Filipe Duarte e Tomás de Almeida o prêmio de melhores atores no 31.º Festival de Cinema de Montreal. Belíssimo filme!
Categoria: CINEMA
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 23h08
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Literatura (Comentários muito pessoais de Valdemir Martins)
O Tigre Branco Aravind Adiga

Fala-se - e escreve-se - muito sobre os países emergentes na mídia. E dentre eles, o de maior destaque é a Índia, imenso e tradicional país do ocidente asiático. Assim como no Brasil ou na Rússia, ou mesmo no México, a miséria, a ignorância e a corrupção estão impregnados na sua história. Mas que importância tem isso face ao desenvolvimento econômico e tecnológico de um país emergente como a Índia? Respondo: a força e os interesses dos grupos dominantes mantêm o status quo indiano para aumentar ou manter seu poder. E é isto que o estreante e desconhecido escritor Aravind Adiga denuncia neste romance único, diferenciado e cheio de humor negro, ironia e realismo cruel, abominável e inescrupuloso. Em "O Tigre Branco" a Índia de Adiga desencanta e brutaliza a imagem da exótica pátria dos sáris coloridos, da ioga e da elevação espiritual, por mais força e tradição que tenham seus gurus ou líderes iluminados como Ghandhi. A corrupção, por exemplo, escorre entre as letras. Sua ficção é real - por mais incongruente que isto possa parecer - extraída da mais honesta realidade de um país dividido socialmente entre o norte da Escuridão, onde um povo quase animal nasce, vive e morre às margens do lodo do Ganges, e o sul da Luz, do desenvolvimento calcado na exploração da miséria e da ignorância. Com Adiga, desmitifica-se e desmistifica-se a Índia: o glamour sobre o brejo.
Numa história de forte ironia e repugnante sarcasmo, o protagonista Balram Halwai relata o trajeto bastante inusitado que percorreu para subir na vida e conseguir se tornar alguém importante no cenário nacional: assassinar e roubar seu patrão. Em cartas dirigidas ao primeiro-ministro chinês, Balram - ou Munna, como era chamado quando menino - revela uma visão crítica aguçada da sociedade indiana e do mundo contemporâneo, e justifica seu crime classificando-o como um ato de puro empreendedorismo. Com cinismo, ele desmonta o mecanismo da própria ascensão social. O leitor vai se surpreender a cada passo do primoroso romance de estréia do jovem autor indiano Aravind Adiga, vencedor do Man Booker Prize 2008, um dos maiores prêmios mundiais do meio editorial. Não sem motivo, "O Tigre Branco" foi considerado pelos jurados um livro de imenso valor literário e extremamente original, por apresentar aspectos da Índia normalmente ignorados e personagens que revelam um lado humano desconcertante.
Tigre branco é um animal típico do país, raro por nascer um a cada geração, como um albino. O protagonista Balram Halwai é assim designado por sua família e amigos por ser, desde pequeno, uma pessoa diferenciada em sua casta. E ele próprio descobre e assume sua identidade predadora ao visitar conhecer a fera num zoo local. Como escreveu a revista Veja, "Aravind Adiga constrói um personagem sem caráter, que se torna símbolo extremo de um impulso selvagem de liberdade. Um alerta para os que vivem na luz."
Segundo Florência Costa, correspondente de O Globo em Nova Déli, "A Índia que Adiga mostra é feia, inescrupulosa, escura como os apagões diários de horas a fio que atormentam a vida dos indianos nas metrópoles. Muito distante do glamour sugerido na propaganda "a Índia que brilha", que ganhou o mundo há dois anos." Aravind Adiga nasceu em Madras, na Índia, em 1974 e, aos 34 anos, escreve sobre o que realmente conhece. Foi correspondente da revista Time na Austrália e Londres. É articulista do Financial Times, do The Independent e do Sunday. Atualmente vive e trabalha em Bombaim.
O Tigre Branco, de Aravind Adiga, Editora Nova Fronteira, 2008, primeira edição, 256 páginas. Preço médio R$ 34,90. Nos sites das livrarias Saraiva e Siciliano: R$ 25,80; Na Livraria da Travessa (RJ) R$ 27,57
O boletim Dicas Culturais não é patrocinado, nem atuamos na área cultural. Não há interesse financeiro algum em editá-lo, a não ser a divulgação da boa cultura. O boletim Dicas Culturais pode ser reproduzido sem limites e sem autorização, desde que sejam mantidas suas características originais e citada a fonte.
Categoria: CINEMA
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 23h01
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Literatura (Comentários muito pessoais de Valdemir Martins)
O Tigre Branco Aravind Adiga

Fala-se - e escreve-se - muito sobre os países emergentes na mídia. E dentre eles, o de maior destaque é a Índia, imenso e tradicional país do ocidente asiático. Assim como no Brasil ou na Rússia, ou mesmo no México, a miséria, a ignorância e a corrupção estão impregnados na sua história. Mas que importância tem isso face ao desenvolvimento econômico e tecnológico de um país emergente como a Índia? Respondo: a força e os interesses dos grupos dominantes mantêm o status quo indiano para aumentar ou manter seu poder. E é isto que o estreante e desconhecido escritor Aravind Adiga denuncia neste romance único, diferenciado e cheio de humor negro, ironia e realismo cruel, abominável e inescrupuloso. Em "O Tigre Branco" a Índia de Adiga desencanta e brutaliza a imagem da exótica pátria dos sáris coloridos, da ioga e da elevação espiritual, por mais força e tradição que tenham seus gurus ou líderes iluminados como Ghandhi. A corrupção, por exemplo, escorre entre as letras. Sua ficção é real - por mais incongruente que isto possa parecer - extraída da mais honesta realidade de um país dividido socialmente entre o norte da Escuridão, onde um povo quase animal nasce, vive e morre às margens do lodo do Ganges, e o sul da Luz, do desenvolvimento calcado na exploração da miséria e da ignorância. Com Adiga, desmitifica-se e desmistifica-se a Índia: o glamour sobre o brejo.
Numa história de forte ironia e repugnante sarcasmo, o protagonista Balram Halwai relata o trajeto bastante inusitado que percorreu para subir na vida e conseguir se tornar alguém importante no cenário nacional: assassinar e roubar seu patrão. Em cartas dirigidas ao primeiro-ministro chinês, Balram - ou Munna, como era chamado quando menino - revela uma visão crítica aguçada da sociedade indiana e do mundo contemporâneo, e justifica seu crime classificando-o como um ato de puro empreendedorismo. Com cinismo, ele desmonta o mecanismo da própria ascensão social. O leitor vai se surpreender a cada passo do primoroso romance de estréia do jovem autor indiano Aravind Adiga, vencedor do Man Booker Prize 2008, um dos maiores prêmios mundiais do meio editorial. Não sem motivo, "O Tigre Branco" foi considerado pelos jurados um livro de imenso valor literário e extremamente original, por apresentar aspectos da Índia normalmente ignorados e personagens que revelam um lado humano desconcertante.
Tigre branco é um animal típico do país, raro por nascer um a cada geração, como um albino. O protagonista Balram Halwai é assim designado por sua família e amigos por ser, desde pequeno, uma pessoa diferenciada em sua casta. E ele próprio descobre e assume sua identidade predadora ao visitar conhecer a fera num zoo local. Como escreveu a revista Veja, "Aravind Adiga constrói um personagem sem caráter, que se torna símbolo extremo de um impulso selvagem de liberdade. Um alerta para os que vivem na luz."
Segundo Florência Costa, correspondente de O Globo em Nova Déli, "A Índia que Adiga mostra é feia, inescrupulosa, escura como os apagões diários de horas a fio que atormentam a vida dos indianos nas metrópoles. Muito distante do glamour sugerido na propaganda "a Índia que brilha", que ganhou o mundo há dois anos." Aravind Adiga nasceu em Madras, na Índia, em 1974 e, aos 34 anos, escreve sobre o que realmente conhece. Foi correspondente da revista Time na Austrália e Londres. É articulista do Financial Times, do The Independent e do Sunday. Atualmente vive e trabalha em Bombaim.
O Tigre Branco, de Aravind Adiga, Editora Nova Fronteira, 2008, primeira edição, 256 páginas. Preço médio R$ 34,90. Nos sites das livrarias Saraiva e Siciliano: R$ 25,80; Na Livraria da Travessa (RJ) R$ 27,57
O boletim Dicas Culturais não é patrocinado, nem atuamos na área cultural. Não há interesse financeiro algum em editá-lo, a não ser a divulgação da boa cultura. O boletim Dicas Culturais pode ser reproduzido sem limites e sem autorização, desde que sejam mantidas suas características originais e citada a fonte.
Categoria: CINEMA
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 22h57
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Literatura (Comentários muito pessoais de Valdemir Martins)
O Tigre Branco Aravind Adiga

Fala-se - e escreve-se - muito sobre os países emergentes na mídia. E dentre eles, o de maior destaque é a Índia, imenso e tradicional país do ocidente asiático. Assim como no Brasil ou na Rússia, ou mesmo no México, a miséria, a ignorância e a corrupção estão impregnados na sua história. Mas que importância tem isso face ao desenvolvimento econômico e tecnológico de um país emergente como a Índia? Respondo: a força e os interesses dos grupos dominantes mantêm o status quo indiano para aumentar ou manter seu poder. E é isto que o estreante e desconhecido escritor Aravind Adiga denuncia neste romance único, diferenciado e cheio de humor negro, ironia e realismo cruel, abominável e inescrupuloso. Em "O Tigre Branco" a Índia de Adiga desencanta e brutaliza a imagem da exótica pátria dos sáris coloridos, da ioga e da elevação espiritual, por mais força e tradição que tenham seus gurus ou líderes iluminados como Ghandhi. A corrupção, por exemplo, escorre entre as letras. Sua ficção é real - por mais incongruente que isto possa parecer - extraída da mais honesta realidade de um país dividido socialmente entre o norte da Escuridão, onde um povo quase animal nasce, vive e morre às margens do lodo do Ganges, e o sul da Luz, do desenvolvimento calcado na exploração da miséria e da ignorância. Com Adiga, desmitifica-se e desmistifica-se a Índia: o glamour sobre o brejo.
Numa história de forte ironia e repugnante sarcasmo, o protagonista Balram Halwai relata o trajeto bastante inusitado que percorreu para subir na vida e conseguir se tornar alguém importante no cenário nacional: assassinar e roubar seu patrão. Em cartas dirigidas ao primeiro-ministro chinês, Balram - ou Munna, como era chamado quando menino - revela uma visão crítica aguçada da sociedade indiana e do mundo contemporâneo, e justifica seu crime classificando-o como um ato de puro empreendedorismo. Com cinismo, ele desmonta o mecanismo da própria ascensão social. O leitor vai se surpreender a cada passo do primoroso romance de estréia do jovem autor indiano Aravind Adiga, vencedor do Man Booker Prize 2008, um dos maiores prêmios mundiais do meio editorial. Não sem motivo, "O Tigre Branco" foi considerado pelos jurados um livro de imenso valor literário e extremamente original, por apresentar aspectos da Índia normalmente ignorados e personagens que revelam um lado humano desconcertante.
Tigre branco é um animal típico do país, raro por nascer um a cada geração, como um albino. O protagonista Balram Halwai é assim designado por sua família e amigos por ser, desde pequeno, uma pessoa diferenciada em sua casta. E ele próprio descobre e assume sua identidade predadora ao visitar conhecer a fera num zoo local. Como escreveu a revista Veja, "Aravind Adiga constrói um personagem sem caráter, que se torna símbolo extremo de um impulso selvagem de liberdade. Um alerta para os que vivem na luz."
Segundo Florência Costa, correspondente de O Globo em Nova Déli, "A Índia que Adiga mostra é feia, inescrupulosa, escura como os apagões diários de horas a fio que atormentam a vida dos indianos nas metrópoles. Muito distante do glamour sugerido na propaganda "a Índia que brilha", que ganhou o mundo há dois anos." Aravind Adiga nasceu em Madras, na Índia, em 1974 e, aos 34 anos, escreve sobre o que realmente conhece. Foi correspondente da revista Time na Austrália e Londres. É articulista do Financial Times, do The Independent e do Sunday. Atualmente vive e trabalha em Bombaim.
O Tigre Branco, de Aravind Adiga, Editora Nova Fronteira, 2008, primeira edição, 256 páginas. Preço médio R$ 34,90. Nos sites das livrarias Saraiva e Siciliano: R$ 25,80; Na Livraria da Travessa (RJ) R$ 27,57
O boletim Dicas Culturais não é patrocinado, nem atuamos na área cultural. Não há interesse financeiro algum em editá-lo, a não ser a divulgação da boa cultura. O boletim Dicas Culturais pode ser reproduzido sem limites e sem autorização, desde que sejam mantidas suas características originais e citada a fonte.
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 22h55
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Cinema (Comentários muito pessoais de Ana Luisa Oliveira)
Entre Lençois
O filme é dirigido pelo colombiano Gustavo Nieto Roa e conta um encontro entre Paula (Paola Oliveira) e Roberto (Reynaldo Gianecchini) que se conhecem numa balada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele terminou um relacionamento e ela está de casamento marcado. Despertam um no outro uma grande paixão e, mesmo sem falar quase nada, acabam num motel. Depois de loucuras vêm à tona os sonhos de cada um, o que escondem e põem para fora, o que esperam da vida.
Drama e comédia se misturam e desejo, insegurança e amores são discutidos entre quatro paredes num conflito entre um envolvimento profundo e ausência de compromisso. Com jeito de peça teatral, o filme é rodado só dentro do quarto do motel. O diretor garante : "Quis criar um poema visual sobre o amor à primeira vista". Cenas de sex e nudez não chegam a se explicitas mas são bem bonitas. Bom filme!
Orquestra dos Meninos
Sob direção de Paulo Tiago, este quase documentário é baseado em fatos reais sobre a vida do maestro Mozart (Murilo Rosa) que nos anos 80 dedicou-se de corpo e alma a ensinar música a crianças carentes que trabalhavam na roça no sertão de Pernambuco. Ele enfrentou políticos, corrupção, denúncias e difamação mas a luta foi gloriosa. A orquestra foi reconhecida internacionalmente e hoje sua fundação atende mais de 200 crianças, graças à colaboração de países como a Bélgica e França.
Muitas cenas foram rodadas em São Caetano, cidade de 30 mil habitantes, a 150km de Recife. A produção selecionou os 11 jovens entre 300 que se inscreveram, todos amadores, da região. Apenas Priscila Fantim era artista profissional na orquestra. Ela aprendeu fagote, instrumento de sua personagem Creusa, enquanto Murilo teve aulas para reger uma banda, além de aprender também flauta, violão, entre outros instrumentos. O mais novo dos meninos, de 13 anos, viveu Erinaldo, um garoto doente que acaba por ser seqüestrado. Simplicidade e emoção tomam conta das cenas que nos fazem sair do cinema com um nó na garganta mas com muita alegria por saber que essa realidade existe. Muito, muito bom.
A Outra Margem
Filme português dirigido por Luís Filipe Rocha, conta o drama do travesti Ricardo (Filipe Duarte), que perdeu seu companheiro e grande amor e perde o gosto pela vida. Depois de tentar o suicídio é apoiado pela irmã Maria (Maria D'Aires) e por seu sobrinho Vasco (Tomás Almeida), adolescente com Síndrome de Down e com uma incrível alegria de viver.
As externas foram feitas na cidade portuguesa Amarante que apoiou e ofereceu todas as facilidades à produção, durante as filmagens realizadas em Maio de 2006.
Homossexualidade e Down são temas espinhosos que deram aos atores portugueses Filipe Duarte e Tomás de Almeida o prêmio de melhores atores no 31.º Festival de Cinema de Montreal. Belíssimo filme!
Categoria: CINEMA
Escrito por Sérgio Mena Barreto às 22h53
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